Curta
Acabei de assistir o novo clipe do Linkin Park e aprovei. Não curto o som deles, mas o clipe é bem legal. É da música “Breaking The Habit” – uma animação “meio suja”, na qual os músicos estão situados num centro urbano. As situações não trazem nada de diferente; vale mais a pena pela própria animação, a parte técnica, os desenhos bem bolados e sofisticados graficamente.
Por falar em animação, parece que a semana vai ser tomada de desenhos. Aconteceu aqui em Belo Horizonte, no último fim de semana, um festival internacional de curtas. Fui conferir na quinta e sexta, e faço agora algumas observações. No primeiro dia, assisti a competitiva brasileira e alguns curtas argentinos. Os canarinhos saíram-se bem – como produção independente, estão ganhando corpo, mas precisam de alguns ajustes(nada muito fora do convencional). Já os vizinhos, que nas telas sempre fazem belas apresentações, dessa vez não corresponderam. Fora um curta bem elaborado, uma comédia em que havia uma mistura de política e futebol, não foi possível apreciar grandes trabalhos.
Agora, o melhor ficou por conta dos portugueses. Na sexta-feira, eles mostraram animações bem divertidas. As que mais se destacaram foi a da freira, em que ela ia pedalando uma bicicleta e, à medida que a intensidade aumentava, seu prazer também seguia o mesmo ritmo, isso porque o banco da bicicleta tinha um formato de pênis – bobagem pura; e o outro, mais bem elaborado, uma trama situada dentro de um trem. Um homem tenta chamar a atenção da outra passageira para que ela fique atenta a um cara que está sentado ao seu lado. Ele acha que o indivíduo é um matador(a), do qual fala o jornal que está lendo. A mulher não lhe dá atenção, e suas tentativas são frustradas. Como não é possível identificar realmente o assassino através da foto, pois essa se foi quando ele utilizou o jornal para matar um grilo que o incomodava, ele faz um julgamento errado. Realmente todas os acontecimentos fazem acreditar que o cara seja o matador. Mas ele não suspeita de quem deveria. Uma gorda que passa a viagem tricotando, a passageira que divide o banco com ele o tempo todo. Então, quando a mulher e o homem descem do trem, avistam a foto desta senhora colada num poste com a identificação PROCURA-SE, tentam avisá-lo. Mas aí já é tarde, e ele termina com a cara grudada na janela, sozinho com a verdadeira assassina dentro do trem.
Assistir os portugas só me fez admirá-los ainda mais. O pouco que conheço da cultura deles é de bom valor. Da próxima vez falo de mais algumas de suas artes.
Escrito por Filipe Nogueira às 19h13
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Quero escrever muito mais, com essa incrível ferramenta que é a internet, minha cabeça virou um mexidão, no qual se misturam pensamentos e sensações que desejo dividir.
Mas, como ainda preciso incrementar meu blog, e tenho muita coisa a fazer(tá na hora do almoço - como um bom mineiro, não perco um frango com quiabo, arroz com feijão, bife -, comer é muito bom; a comida da minha mãe Isabel, nem se fala...), vou ficando por aqui.
Vai o pedido mais uma vez: escrevam pra mim. Desde já agradeço!
Filipe Nogueira. Belo Horizonte.
Escrito por Filipe Nogueira às 16h06
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